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11-07-2018 Ozonioterapia, técnica que pode salvar vidas é proibida no Brasil, veja porque

A técnica de ozonioterapia é defendida por parte dos médicos brasileiros. Ela consiste na aplicação da mistura de gases oxigênio e ozônio medicinal para combater algumas doenças. De acordo com a Associação Brasileira de Ozonioterapia, a prática pode ser utilizada como um remédio anti-inflamatório, antisséptico, que melhora a circulação e a oxigenação.

Quem nunca desejou ficar livre de doenças com um tratamento simples, sem dor e sem efeitos colaterais que funciona há décadas e ninguém comenta atualmente?

É prático (o aparelho é pequeno) e tem excelente custo-benefício para médicos e pacientes.

Por isso poderia reduzir bastante as filas nos hospitais e todo o custo do sistema de saúde.

Celebridades, atletas de alto nível e até a realeza da Inglaterra fazem uso do ozônio terapêutico.

Ozônio é a maior descoberta da química moderna - Enrico Fermi (Nobel de Física 1938)

O que é Ozonioterapia?

Ozonio-terapia. Um tratamento com ozônio (O3), gás formado a partir do oxigênio (O2) que se junta com um átomo de oxigênio.

Essa transformação é feita por radiação UV e pelos geradores de ozônio, equipamentos que são usados na terapia.

Os geradores de ozônio usados na limpeza da água da piscina fazem a mesma conversão do oxigênio, mas é claro que não se usa o mesmo equipamento para medicina.

O ozônio é aplicado por diversas vias: tópica (passando óleo ou água ozonizada no local), banho e sauna de ozônio, endovenosa, intramuscular, intra-articular, para-vertebral, intra discal, insuflação (retal, vaginal e na bexiga), sub-cutâneo e injeção direta em tumores.

As quantidades dosadas de ozônio são controladas e existem protocolos médicos para cada caso.

Em excesso, o gás pode ser fatal e também não é permitido inalar o ozônio.

Se é desconhecida, então onde se realiza está terapia?

Começou na Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), onde foi aplicada para tratar feridas dos soldados, já que o ozônio combate a ação de bactérias e germes.

Hoje é um método reconhecido pelos Sistemas de Saúde da Alemanha, Suíça, Áustria, Itália, Ucrânia, Rússia, Grécia, Israel, Egito e Cuba.

E também em 13 estados dos EUA: Arkansas, Califórnia, Colorado, Geórgia, Minnesota, Nevada, New México, New York, North Carolina, Oklahoma, Ohio, Texas e Washington.

Na Rússia e Ucrânia o tratamento é aprovado pelo Ministério da Saúde e está presente em todos os hospitais do governo.

Em Cuba o terapia com ozônio está na rotina de todos os hospitais.

Na Alemanha são realizados cerca de 7 milhões de tratamento por ano e toda a Europa conta com mais de 15 mil médicos que fazem este procedimento.

Na maior parte do mundo, os planos de saúde reembolsam quem realiza terapia com ozônio.

Para que é indicado? Quais as propriedades medicinais?

Antiviral, antifúngico, antimicrobiano. Inativa os vírus, bactérias, fungos e todas as células doentes.

Ativa o sistema imunológico e aumenta a proteção com antioxidantes.

As chances de ser contaminado com hepatite, AIDS, sífilis e outras infecções através da transfusão sanguínea podem ser eliminadas com uso do ozônio.

Altamente eficaz em problema vascular periférico. Então pessoas com gangrena ou úlcera diabética podem se livrar de amputação do membro afetado.

Combate problemas cardiovasculares, arteriosclerose, alivia a dor da angina e melhora circulação sanguínea.

Melhora na diabetes porque normaliza a glicemia

Tumores de câncer, linfomas e leucemia podem sem eliminados com ozônio sem necessidade de cirurgia, radiação e quimioterapia.

Eficaz em todas as formas de artrite reumatoide.

Efetivo para todos os tipos de alergia.

Reverte o processo de envelhecimento e melhora a esclerose múltipla, a perda de função cerebral no Alzheimer, o Mal de Parkinson e outras doenças neurológicas.

O uso tópico e externo é bastante eficaz para acne, queimaduras, úlcera na perna, feridas, eczema e outros problemas de pele. Acelera a cicatrização.

Insuflação retal com ozônio funciona para colite, proctite, prostatite, candidíase e fissura anal.

Insuflação vaginal trata candidíase e diversas formas de vaginite

Insuflação da bexiga é eficaz para cistite da bexiga e as fístulas

Herpes, hepatite mononucleose, AIDS e cirrose são tratados com sucesso utilizando ozônio, sem o uso de outros medicamentos.

Reduz e até elimina muitos casos de dores crônicas através da ação nos receptores da dor.

Mas o tratamento não é permitido pelo Conselho Federal de Medicina brasileiro. Ele é considerado de risco para os pacientes. Porém, o CFM permitiu que fossem feitos experimentos e pesquisas até descobrirem se o tratamento não é prejudicial à saúde.

Leonardo Sérvio Luz é médico psiquiatra e representa o Conselho Federal de Medicina no Piauí e defende que o tratamento não seja liberado no país.

“A ozonioterapia é considerada uma prática que não há evidências não só da eficácia. Não há comprovação de eficácia, e há uma estimativa de risco. Por isso que o Conselho Federal de Medicina, através da sua resolução, está vetando a prática da ozonioterapia a todos os médicos brasileiros.”

A Associação Brasileira de Ozonioterapia não concorda com a decisão, mas acredita que, com pesquisas, é possível que um dia o tratamento seja permitido. A opinião é do presidente da associação Arnoldo de Souza.

“Eu vejo com tristeza, com pesar e entendendo que ela é equivocada. Mas os homens também se equivocam, mesmo pessoas tão preparadas como são os conselheiros, pelo menos na área política, que foram eleitos como tal. Mas acredito também que na área cientifica, já que eles têm um comitê científico que decide pelas coisas. Mas também não vejo como impossível de ser revisto. As pessoas precisam entender que nós não podemos ter compromissos com ideias monoliticamente, que nós conseguimos avançar, fazer outros trabalhos, fazer com que outros países venham nos trazer informação e fazer um intercâmbio internacional. Nós vamos acabar nos fortalecendo.”

De acordo com o Conselho Federal de Medicina, as pesquisas relacionadas à ozonioterapia devem ser realizadas em sigilo dos indivíduos, além de oferecer suporte médico em casos de situações inesperadas. O tratamento também deve ser gratuito.

 

Reportagem, Sara Rodrigues

Fonte: JBJ-News
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