Notícias

11-12-2017 Não a violência contra as mulheres

O dia 06 de dezembro é o dia nacional da mobilização dos homens pelo fim da violência contra as mulheres. Assim, faz-se necessário falar sobre este assunto e reforçar para a população sobre a importância do não a violência contra as mulheres.

Considerado um problema histórico e presente em nossa sociedade há tempos, a violência contra as mulheres tornou-se um problema de saúde pública. Oriunda da desigualdade de gênero e das relações de poder que são construídas junto ao homem e a mulher leva a diferentes níveis de tolerância social à violência e a negação dos direitos humanos das mulheres.

Em 07 de agosto de 2006 foi criada no Brasil a lei Maria da Penha para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, a qual pune os autores da agressão, que pode ser física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral.  Neste ano, completam-se onze anos da Lei, contudo, as estatísticas mostram que os números de violência contra as mulheres no Brasil e no mundo só aumentam.

Uma pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança revelou que em 2016, uma em cada três mulheres sofreram algum tipo de violência no Brasil. Se tratando de violência física,  foram violentadas 503 mulheres por hora no país.

A pesquisa mostrou que, entre as mulheres que sofreram violência, 52% preferiram se calar. Apenas 11% procuraram uma delegacia da mulher e 13% preferiram o auxílio da família.

Se tratando dos autores de agressão, 61% são pessoas conhecidas, sendo que 19% são os próprios companheiros e 16% são ex.

Em Palotina, conforme levantamento realizado no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Departamento de Vigilância em Saúde, nos últimos cinco anos (2012 - novembro de 2017), foi registrado 259 casos de violência contra as mulheres. A faixa etária com maior número de notificações está entre os 15 a 24 anos, sendo 104 casos.

Atualmente, Palotina se destaca nos serviços de apoio, já que a cidade possui o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que atende as vítimas de violência, e conta com o Programa “Paz na Família: porque homem de verdade não bate”, que trabalha com a conscientização e reeducação dos autores de agressão, sendo este uma parceria entre a Secretaria Municipal de Assistência Social, Ministério Público, Poder Judiciário, além de psicólogos voluntários.

Assim, é preciso trabalhar cada vez mais nas escolas e outras instituições a igualdade de gênero e o respeito às diferenças, para que a cultura de violência não se perpetue.

Faz-se necessário também, orientar e esclarecer às vítimas para que denunciem e não sofram em silêncio. O ligue 180 (ligação é gratuita) é um canal de orientação sobre direitos e serviços públicos para a população feminina em todo o país, e serve como disque-denúncia,  com envio de denúncias para a Segurança Pública com cópia para o Ministério Público de cada estado.

Voltar
Deixe Seu Comentário